O teu cabelo não nega, mulata...
E eu lá. Sem fantasia decente, sem grana para tal. Nem sabia porque não existia dinheiro lá em casa, mas fazer o que? Sair só com a camiseta de super homem e uma bermuda, oras! Com uma conga. É. Azul. Era esse o meu traje, na primeira matinê de carnaval da minha vida. Tinha uns cabelos claros, finos e escorridos - completamente diferente de hoje. E disposição para ir a um treco desses. E uma mãe com muita vontade de festejar a sua condição de maternidade.
... por que és mulata na cor...
Chegando lá, duzentos e cinquenta e cinco mil pessoas. Pelo menos na minha contagem. Nunca tinha visto tanta gente. Nem nos recreios. Era uma multidão. Todo o povo de Canoas. Eu acho. Muitas crianças, fantasias, papeizinhos circulares multicoloridos que caiam do forro como uma chuva de arco íris. E uns papeizinhos super divertidos de enrolar, como a minha mãe queria que eu acreitasse.
... mas como a cor não nega, mulata...
Muita gente corria, e eu ali. Começou a crescer, em meio aquela multidão, um desejo incontrolável e desconhecido em mim. Pelo manos na minha pequena memória ocupada por apenas seis anos de dados, na época. Meninas, meninos, dancinhas, pega-pega, quase comi confetes. Suor, calor. E musiquinhas de carnaval.
... mulata quero seu amor!
Nesse momento irrompeu. Vômito. Torrencial. E estava, assim, começando meu pânico por carnaval.
MARCHINHA
E eu lá. Sem fantasia decente, sem grana para tal. Nem sabia porque não existia dinheiro lá em casa, mas fazer o que? Sair só com a camiseta de super homem e uma bermuda, oras! Com uma conga. É. Azul. Era esse o meu traje, na primeira matinê de carnaval da minha vida. Tinha uns cabelos claros, finos e escorridos - completamente diferente de hoje. E disposição para ir a um treco desses. E uma mãe com muita vontade de festejar a sua condição de maternidade.
... por que és mulata na cor...
Chegando lá, duzentos e cinquenta e cinco mil pessoas. Pelo menos na minha contagem. Nunca tinha visto tanta gente. Nem nos recreios. Era uma multidão. Todo o povo de Canoas. Eu acho. Muitas crianças, fantasias, papeizinhos circulares multicoloridos que caiam do forro como uma chuva de arco íris. E uns papeizinhos super divertidos de enrolar, como a minha mãe queria que eu acreitasse.
... mas como a cor não nega, mulata...
Muita gente corria, e eu ali. Começou a crescer, em meio aquela multidão, um desejo incontrolável e desconhecido em mim. Pelo manos na minha pequena memória ocupada por apenas seis anos de dados, na época. Meninas, meninos, dancinhas, pega-pega, quase comi confetes. Suor, calor. E musiquinhas de carnaval.
... mulata quero seu amor!
Nesse momento irrompeu. Vômito. Torrencial. E estava, assim, começando meu pânico por carnaval.
MARCHINHA

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