Natal.
Até mesmo essa instituição weblógica resolveu participar dessa onda. Tanto que se vocês pudessem me ver agora, vislumbrariam um rapaz relativamente magro, de cabelos bem curtos e barba tosca trajando um modelito também tosco - para combinar, óbvio - papainoelesco. Ou seja, toca, saco (mais cheio que o de costume, pois afinal, é natal ), roupão e calça vermelhos e botas de inverno. Tré chic.
E tivemos aqui um amigo secreto, óbvio, porque ninguém tem dinheiro para presentear a todos. Dois dias antes do natal, nos reunimos, eu e o Johny Walker, para tirar os nomes. E na ceia trocamos presentes. Houve até mesmo um momento de tensão pré fabricada, quando eu tive que dizer as características do meu amigo secreto: companheiro de festas, tristezas, alegrias, encopado, doze anos, pouco gelo... tinha tirado o próprio Johny! E vocês nem adivinham quem ele pegou: eu! Fantástico.
Dei-lhe um presente simples: um copo baixo, liso e bojudo com uma forma de gelo transparente para combinar. Ele me deu um litro de Johny Walker Black, como não podia deixar de ser. Mais de cem reais custa isso. Me senti lisongeado. Tanto que brindamos a isso várias vezes durante a curta noite. Que, aliás, terminou do jeito que não podia deixar de ser: ele na estante e eu na cama. Por um poquinho ele não pára no lixo. Esse Johny...
No dia vinte e cinco os elefantes de toda a vizinhança resolveram fazer um concurso de dança flamenca na minha cabeça.
AMIGO SECRETO
Até mesmo essa instituição weblógica resolveu participar dessa onda. Tanto que se vocês pudessem me ver agora, vislumbrariam um rapaz relativamente magro, de cabelos bem curtos e barba tosca trajando um modelito também tosco - para combinar, óbvio - papainoelesco. Ou seja, toca, saco (mais cheio que o de costume, pois afinal, é natal ), roupão e calça vermelhos e botas de inverno. Tré chic.
E tivemos aqui um amigo secreto, óbvio, porque ninguém tem dinheiro para presentear a todos. Dois dias antes do natal, nos reunimos, eu e o Johny Walker, para tirar os nomes. E na ceia trocamos presentes. Houve até mesmo um momento de tensão pré fabricada, quando eu tive que dizer as características do meu amigo secreto: companheiro de festas, tristezas, alegrias, encopado, doze anos, pouco gelo... tinha tirado o próprio Johny! E vocês nem adivinham quem ele pegou: eu! Fantástico.
Dei-lhe um presente simples: um copo baixo, liso e bojudo com uma forma de gelo transparente para combinar. Ele me deu um litro de Johny Walker Black, como não podia deixar de ser. Mais de cem reais custa isso. Me senti lisongeado. Tanto que brindamos a isso várias vezes durante a curta noite. Que, aliás, terminou do jeito que não podia deixar de ser: ele na estante e eu na cama. Por um poquinho ele não pára no lixo. Esse Johny...
No dia vinte e cinco os elefantes de toda a vizinhança resolveram fazer um concurso de dança flamenca na minha cabeça.
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