2002-11-06

Ela tem uma música. Horrível. Sintetizada. E ganhou um Grammy.

Amplamente escrachado por Matt Groening, o Grammy tem uma psicologia absurda. Não se veem pessoas que fizeram realmente grandes trabalhos ganhando o "maior" prêmio da música. Existe, ao contrário, uma espécie de mapeamento do que está vendendo - mesmo com qualidade duvidosa - para indicar os indicados. Também juntam-se a esses os falidos que as gravadoras insistem em querer colocar devolta no cenário musical e os filhos dos conhecidos de alguém que é a aposta para o próximo ano. E, para completar, uma pessoa que fez algo decente, que por sinal, nunca ganha. Muita pirotecnia e muito mau gosto.

Ao invés dessa palhaçada milionária, eu tenho outra proposta para o Grammy: uma versão socialista. Isso mesmo. Parte-se do princípio que todos os artistas do ramo musical precisam ganhar a mesma quantidade de dinheiro. Assim, por exemplo, a Madonna poderia ceder dois ou três prêmios para a Mel C, (ou B, ou H, sei lá qual é a da carreira solo). A qualidade seria a mesma - um miserê do caramba - mas pelo menos apareceriam mais pessoas com esse premio. E, só para variar, eles poderiam premiar gente decente.

GRAMMY