2002-11-29

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Entreverado em mais uma das minhas incursões literárias, dei-me com um novo bicho papão para os meus pesadelos: o lucro. Estava lendo sobre os pensadores econômicos e suas histórias para ver se a minha teoria sobre bancos estava correta. Em parte sim, noutra não.

Como eu já tinha escrito aqui, os bancos realmente são a tropa de elite do sistema capitalista em si. Eles pegam o dinheiro do correntista e emprestam para os capitalistas - donos de estabelecimentos geradores de riqueza - em troca de juros. Destes juros, uma parte vai para o fulano que colocou seu dinheiro na poupança e outra fica com o banco. Isso para salvar o sistema de um colapso mundial, dado que as pessoas tem a tendência de poupar.

Imagine o impacto de um mundo sem bancos. As pessoas guardariam seus dinheiros nos colchões, para ter dinheiro. Não sei por que, mas elas fazem. Isso diminui o dinheiro que circula no país. Parte-se do princípio lógico que as empresas pagam o maior salário que podem aos seus funcionários de modo a manter os lucros que garantem seus padrões de vida. Assim, como as empresas poderiam crescer e gerar mais empregos se o dinheiro está forrando o sono de seus próprios trabalhadores?

Por isso afirmei que em parte as minhas teorias se confirmavam e em outras não. Os bancos não são instituições inúteis, eles financiam o desenvolvimento das empresas. Mas elas ganham dinheiro encima de dinheiro, numa conta que não entra na minha cabeça. Nem na de Marx, pelo visto. O que acabou gerando um ônus para meu futuro próximo traduzido em uma nova dor de cabeça filosófica: o que é o Lucro, afinal de contas?

ACHISMOS ECONÔMICOS