2002-10-11

O sustentáculo da lógica Aristotélica é uma grande mentira.

Pode parecer uma frase meio absurda, mas pode, logicamente, ser justificada. E uso para isso o campo da matemática, onde é a casa da lógica, explicando dois conceitinhos bem básicos. O primeiro é o do teorema.

Essa coisa muito famosa é utilizada por todos os exatistas que tentam provar alguma coisa. E consiste exatamente nisso: utilizar-se de meios lógicos para se chegar a uma conclusão matemática. Assim podemos citar o famoso teorema de Pitágoras ("O quadrado da hipotenusa é igual a soma do quadrado dos catetos"), que pode ser provado por medição de um triângulo retângulo. E da onde, por seqüência, tiramos todas as bases das regras de alavanca da física, que incluem o torque e a força x distância, etc, etc, etc.

Pois bem. Só que na matemática, nem tudo é um mar de rosas. Por exemplo, a probabilidade. Ela diz que se dividirmos o número de casos ocorridos pelo número total de casos possíveis é a probabilidade da coisa acontecer. Por exemplo, em uma moeda não viciada temos uma chance de sair cara para dois resultados possíveis, o que dá 1/2, que é 0,5, logo 50%. Pois é, mas nos casos que temos infinitas possibilidades de acontecer alguma coisa, não podemos utilizar esse conceito. Foi daí que surgiu o conceito Axiomático da coisa.

Axioma é um teorema sem prova. Ou seja, um conceito introduzido na matemática para justificar a lógica. Esse axioma existe para tornar o teorema válido. Exemplificando: é um tipo de "se" - tal coisa é válida, se considerarmos que isso é assim. "O céu é infinito porque tudo o que inicia, termina". Isso é um axioma. Ninguém pode provar que tudo o que começa, acaba. Mas se não aceitarmos isso, muitas das teorias da lógica se afundam.

Assim a lógica é hermética: ela precisa dela mesma para sobreviver.

A COBRA COME SEU RABO