2002-08-06

Tive que falar sobre mim uns vinte minutos corridos em uma entrevista com uma psicóloga, ontem. Não consegui, ou melhor, acho que consegui. Enrolei ela com o meu monte de coisas que penso e dispenso (ah, gostou? acabei de inventar...) de cinco em cinco minutos. Não sei nem mesmo o que eu vou ser quando eu crescer, não tenho certeza de onde vim nem mesmo sei para onde vou. Não tenho nada, não sou nada. Gosto de viver para um coletivo que eu odeio, moro num país que critico. Faço as coisas que juro que nunca farei, minto e desminto de cinco em cinco minutos. Sou redundante, sou repugnante. Acho que sei tudo o que tenho certeza que não conheço. Praguejo contra a minha profissão, raça e não mudo nada. Muito blá blá blá, tlec tlec tlec, e nada de ação.

E uma amiga minha disse ontem que as mulheres falam mal dos seus companheiros apenas por hábito. Será que falavam mal de mim também?