2002-08-29

CUIDADO, FRÁGIL.

Deformação. Aprendi na escola que os corpos tem limites de deformação. Por exemplo, se submetemos uma placa de aço a uma determinada carga, ela tem a tendência de fletir (entortar), voltando ao seu estado inicial depois de cessada a ação da mesma. Chamamos isso de deformação elástica, por motivos óbvios. Só que, dependendo da força que aplicamos, ela entorta e não volta mais ao seu formato. Obviamente, isso tem influência direta da força, que é maior que a primeira. Nesse caso, venceu-se o limite da deformação elástica, ocorrendo uma deformação plástica, irreversível.

Além da força, temos também a natureza do material como fator importante no comportamento deformatório. Alguns materiais tem um limite de deformação menor que os outros. Como por exemplo, o vidro e o cobre. O primeiro é quebrado facilmente quando submetido ao impacto, o que não ocorre com o último. Isso significa que ao invés de fletir, o vidro quebra quando exposto a uma força. A isso damos o nome de tenacidade, a capacidade de absorver impactos sem rompimento do material. E a capacidade de dobrar quando submetido a uma força é a maleabilidade.

Essa pequena explamação me disse muita coisa. Como por exemplo, como as pessoas se comportam. Principalmente as padronagens humanas gélidas. Fácil analogia. O gelo não é muito tenaz, quebra facilmente quando se choca com algo. Não é maleável, porque não dobra com facilidade. Ou seja, seu limite de deformação plástica é muito pequeno. Então, não faça força, você vai quebrá-la, ou machucá-la. Lembre-se sempre que a água assume a forma que lhe derem.

Aqueça os seres de gelo. Essa é a melhor saída.