2002-08-25

Bom, se eu ainda não falei, falo agora. Queria viver num filme. Desses que tu faz as coisas por acidente e acaba dando o passo certo, a jogada da tua vida. Como é facil em hollywood. Qualquer cagada é pré-requisito de que algo bom vai acontecer no final.

Por isso eu adoro o cinema europeu. Lá as coisas nem semrpe dão certo. Eles são caóticos, muito mais realistas. Eles não são puritanos. Eles mostram o ser humano como ele é. Nú, sujo, imprevisível. Óbvio, nem sempre. E eles não colocam política partidária, por exemplo, nos roteiros. Pelo contrário, uma boa parte desses filmes mostra uma europa que sabe tando do Brasil quanto a recíproca é verdadeira. Nós moramos nas florestas, pendurados em árvores, e eles em casas de mil e quinhentos anos.

Já os americanos, esperaram por cinco episódios de Star Wars para colocar uma insinuação libidinosa. Deixo claro, não sou pervertido e também não estou louco para ver só sacanagem. É que a história é outra. Libido é sentimento. E pode ser o ingrediente que torna as cenas de Transpotting e Pulp Fiction (americano sim, e daí? Buckowsky também se criou nos estados unidos) tão atraentes. Envolvem paixão, dor, arrepios de uma forma o menos enlatada possível. Sabe o que eu quero dizer com enlatado. Se não, exemplifico: Titanic e correlatos. Hermeticamente falando.

O cinema brasileiro já foi ousado. Hoje parece usado. Vivendo ilusórios finais felizes.