Ah, sim. Já que a Ginger tocou no assunto, sonhei esse final de semana. Ou melhor, pesadelei. Um gnomo saía de dentro da cabeça de um indivíduo que havia se acidentado e morrido em frente a minha casa. Gnomo é modo de dizer. Tratava-se de um hominídio pequeno, com grandes olhos e cabeça similar a uma boal de futebol murcha, feita de alguma mucosa esbranquiçada. Eu fugia daquilo, mas de tempos em tempos parava e enfrentava. Nunca acertei tanta porrada e com tanto gosto em alguma coisa. Tanto que me dava medo ter sede de sangue. E a coisa começava a se esfacelar, mas me seguia mesmo assim, deixando pedaços por todos os cantos. Até que eu peguei a "coisa" pelos seus pés e bati com a cabeça (ou o que sobrava dela) contra o topo de uma cerca de metal, daquelas com lanças. Plaft, e mais meleca escorrendo. Quando o "troço" me olhou com os restos do seu órgão visual pela última vez, tive impressão de vê-lo chorar. Acordei suando.
PESADELOS
PESADELOS

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