2002-08-02

Acertamos as coisas da seguinte maneira: Não brincamos mais com isso.

A brincadeira, quando se tem o rabo preso, acaba gerando um desconforto. E isso me deixou silencioso. Por isso não falava. Emudeci. Pensei se podia ser. Teus olhos pareciam me falar o mesmo que a tua boca, numa demonstração clara (ao menos na minha cabeça) que não era brinquedo, que estavas mesmo disposta a experimentar. Eu estava disposto a ir as vias de fato, mas acabei empacando nas conseqüências. O que ia acontecer? E se fosse bom? E se um dos dois apenas gostasse, e quisesse repetir, o que aconteceria?

Sei que ficou chato. Mas ficou entalado na minha garganta nos vinte e oito queilômetros de semi silêncio. E preferi não dizer nada, talvez um esclarecimento no ato fosse mal compreendido. Um dia vamos conversar a esse respeito. Por agora, quis apenas desabafar.

Mas volto a frisar: Não brincamos mais disso.

RESOLUÇÕES DO CAMPO ANALÓGICO