2002-07-18

Os maiores escritores falam das suas próprias vidas. Volto a falar de Bukowski. Provavelmente muita gente escreveu coisas do mesmo gênero que ele antes, e depois também, mas nenhum com tanta precisão. É fácil para alguém contar coisas que sente. Mesmo se tratando de um mentiroso, o que no caso não vai fazer diferença nenhuma. Tu nunca sabe se o escrito é sincero ou não. Mas tudo bem, continuo pensando que a pessoa tem que viver para escrever. No caso, o Luís Fernando Veríssimo vive no meio da besteira (no bom sentido), o Bukowski viveu na bebedeira, o Umberto Eco nas maluquices, o Saramago no meio da religosidade cética.

Eu vou escrever sobre confusões mentais, histórias sem fim e correlatos.

Os dedos espelham a alma.